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Loose Lips

Devaneios sobre tudo e sobre nada.

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Devaneios sobre tudo e sobre nada.

14.Mai.18

Então e o que dizer sobre a Eurovisão?

Eurovision-2018-Has-Commenced-Here-Are-the-Best-Mo

 

Full discloser: não sou grande fã da Eurovisão. Aliás, vi a final no ano passado sem saber muito bem como funcionava, mas só por sermos os principais candidatos à vitória, porque a verdade é que, até aí, nunca tinha visto nem uma edição. A modos que este ano, por ser cá em Portugal, tive muita curiosidade em acompanhar o evento, e estive ligada a acompanhar a emissão.

Ora então e o que se me apraz dizer sobre este mega evento em território português? Que bom trabalho gente! Tiro o chapéu a toda a produção, que não só esteve impecável, como foi motivo de elogio lá fora (e que merecido!). Achei que todo o evento esteve super bem organizado e acho que as nossas apresentadoras fizeram um e-x-c-e-l-e-n-t-e trabalho. Estamos a falar de um evento internacional, em direto, em que não há tempo para tentativas, para arranjinhos e coisas que tais e elas portaram-se super bem.

Eu fiz ERASMUS na Irlanda e cheguei mesmo a trabalhar em Inglaterra, quem me ouve a falar inglês assume que sou nativa, por isso digamos que sei do que falo e não entendo, de todo, as críticas aos dotes linguísticos da Catarina Furtado ou da Sílvia Alberto. Se têm a melhor pronúncia? Não, realmente. Se deram erros? Muito muito poucos. Se se fizeram entender? Completamente. É preciso perceber que nós somos portugueses e ninguém espera que, por sermos anfitriões da Eurovisão, o deixemos de ser. Vejamos como exemplo o Mourinho, esse ex-líbris do mundo futeboolístico, que trabalha em Inglaterra há 5 anos, que está constantemente sobre o escrutínio mediático, que está constantemente em conferências de imprensa e mimimi. Porque é que a ele ninguém o critica, mas a Catarina Furtado é quase vaiada? Não entendo gente, não entendo mesmo. Não entendo esta perspetiva de inferiorizar sempre os outros quando há tanto para enaltecer. De facto a Daniela Ruah destacou-se, claramente, sobretudo pelo à-vontade, e a Filomena Cautela pelo bom humor que lhe é tão característico, mas acho, sinceramente, que todas elas estiveram muito bem.

Este ano o festival primou também pela diversidade e gostei muito de ver isso, não só nos géneros de música, mas nas próprias pessoas e eu gostei de ver. Sobre a música vencedora, a verdade é que também gostei. Foi a única que me ficou no ouvido, foi a única que consegui cantar logo depois de a ter ouvido, foi uma das perfomances que se destacou e é uma música que me parece muito dancável, muito de verão. Acho que houve outras atuações que se destacaram também: gostei muito da Bulgária, gostei muito da Dinamarca, achei imensa piada à perfomance da Suécia, ainda que não tenha achado a música nada de especial e gostei muito da mensagem que a Itália quis passar.

E gostei muito que tivessem trazido o Caetano Veloso e a Mariza. E gostei muito da vibe que se conseguiu neste festival. Por isso, os meus parabéns a todos os envolvidos por mostrarem o que de tão bem se faz neste país, por mostrarem que Portugal é tão mais do que se pensa. E acho que a Cláudia e a Isaura também merecem os nossos parabéns, porque se portaram muito bem e porque fizeram o que lhes competia. Se a música era suficiente para ganharmos? De facto não acho, mas aquele último lugar não me parece mesmo nada justo.