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Loose Lips

Devaneios sobre tudo e sobre nada.

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Devaneios sobre tudo e sobre nada.

10.Set.18

É preciso falar sobre isto #1

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Ontem foi um dia negro para o ténis. Muito negro.

A final do US Open, uma das principais competições do ténis, foi assombrada por mais uma das enormes birras da Serena Williams. Sim, leram bem: b-i-r-r-a, foi aquilo que a Sôdona Serena Williams fez, yet again, é que não há outro nome que se lhe aplique, foi mesmo isso, uma birra.

Então não é que, mesmo depois de ter violado as regras, ao aceitar indicações do treinador (que sim, admitiu ter dado instruções, não foi uma coisinha de que o Sr. Árbitro se lembrou de assinalar só porque não curte a Serena), de ter partido uma raquete em plena exibição e ainda ter gritado com o árbitro como se não houvesse amanhã, a chamar-lhe de tudo e mais alguma coisa e até mesmo a fazer ameaças (sim, porque gritar a um árbitro que ele nunca mais vai arbitrar uma final é, a meu ver, uma ameaça), a Sôdona Serena Williams, uma das maiores tenistas da atualidade, e a mais empertigada também, acha que foi vítima de seximo?! Oi?!

Pois é, esta menina que se comportou como uma criança de cinco anos a quem os pais não deram o brinquedo que queria, acha que foi punida não porque se portou mal, mas por ter uma vagina... E não é que parece que o mundo está todo virado ao contrário e as principais organizações do desporto nacional e internacional lhe dão razão? Que "ah e tal, se fosse um homem, ninguém lhe tinha dito nada....". What?! Como assim minha gente?! Mas está tudo louco?! O que ela fez não é desculpável e não interessa se ela é a Serena Williams, o Federer ou o Nadal, se é branca ou negra, se tem um pénis ou uma vagina. O que ela fez é só demonstrativo de um ego demasiado grande que não consegue lidar com o facto de haver alguém suficientemente bom para lhe ganhar.

Se é verdade que no ténis temos assistido a algumas discussões acesas entre jogadores e árbitros sem punição? É sim senhor, mas nos últimos anos o paradigma tem vindo a mudar, para TODOS os jogadores, mulheres e homens. E, a meu ver, o árbitro portou-se lindamente e fez exatamente o que lhe competia.

Cara Serena, lamento muito, mas não és uma classe em que nada se aplica, não podes vestir um macacão que não respeita as normas de vestuário, não podes violar as regras, não podes fazer birras e achar que te vão continuar a fazer as vontades e, sobretudo, não podes, mas não podes mesmo, fazer com que a Naomi Osaka se sinta culpada de te ter ganho. A miúda mereceu ganhar, levou o troféu, pela primeira vez, para o Japão e ninguém, ninguém lhe deu os parabéns. A miúda este o tempo todo a chorar, a sentir-se miserável por ter ganho contra a Selena, como se houvesse uma espécie de contrato prévio de que ninguém pode ganhar a Serena, porque Serena é Serena. O público, a organização, a própria da Serena e todos os meios de comunicação social demonstraram uma incrível desconsideração pela Naomi. Lamento muito, caríssima Serena, mas o mundo do ténis, ou qualquer outro, não gira à tua volta, nem deve. E é preciso reconhecer o mérito a quem o tem e ontem foi a Naomi.

E acho triste, muito triste mesmo, a leviandade com que se fala em sexismo ou racismo. Acho lamentável que qualquer coisa possa ser catalogada como sexista ou racista quando não o é. A Serena não foi punida por ser preta ou por ser mulher, foi punida porque não soube ser desportista. Easy peasy!

 

Se quiserem ler sobre isto numa perspetiva mais realista, recomendo-vos este artigo.

 

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