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Loose Lips

Devaneios sobre tudo e sobre nada.

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25.Out.18

Dos sítios que valem a pena #10 - Ilha do Sal, Cabo Verde

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Ora então, como já estamos aqui a preparar-nos para uma suposta vaga de frio polar, achei que podia aquecer o vosso dia com um cheirinho das férias em Cabo Verde. Ainda não tinha falado sobre estas férias, mas hoje decidi fazê-lo precisamente porque estou a fazer as malas para mais uma viagem (desta vez micro viagem) com a minha companhia destas férias, a A.. E, como tenho para mim que vamos fazer muitas mais viagens e viver muitas mais aventuras, quis trazer-vos um bocadinho daquela que foi a nossa primeira viagem a solo. Ora então, eu e a A. fomos uma semana inteirinha, de forma um tanto ou quanto inesperada, ali algures no início de junho, para a Ilha do Sal, para as típicas férias de lontra (or so I thought) de comer, dormir e apanhar sol.

 

Ficámos hospedadas no hotel Oásis Salinas Sea e só tenho coisas boas a dizer. Normalmente os resorts deste tipo de destinos têm sempre um aspeto mais antiquado e meio rústico, mas este é tudo de bom. Tem um aspeto super clean, os quartos são gigantes e super confortáveis, e tudo numa onda muito minimalista. Fomos em regime de TI e, ainda que já tenha ficado em hóteis com melhor serviço a este nível, tenho a dizer que, à exceção do sushi (a sério gente, não experimentem), havia sempre imeeeensas opções de comida e tudo de muito boa qualidade. Adorámos o facto de existir um restaurante na praia, que isto uma pessoa quando está de férias quer mexer-se o menos possível... A animação do hotel é muito experiente, mas a coisa torna-se engraçada até. Principal senão do hotel: não há mojitos!!! Como assim gente? Como é que é suposto eu aproveitar as minhas férias sem um mísero mojito?! Nadinha. Nicles! Aqui a pessoa passou uma semana a experimentar todo o tipo de cocktails, mas nada chegava sequer aos pés de um mojito. É claro que o sistema de canalização do hotel não funciona assim muito bem, a ponto de uma pessoa tomar banho (quase) sempre de água fria, o que, na verdade, não é nada comparativamente ao facto de não existirem mojitos, né? Quer dizer, num calor absurdo, aqui a pessoa prefere um bom mojito do que banho com água quente!

 

Então, mas e sobre a ilha? Gente, a-d-o-r-e-i!

Quando tratei destas férias ouvi imensa gente a dizer mal de Cabo Verde, que o mar era super picado, que a água era fria, que o país era sujo, que as pessoas não eram muito simpáticas e mimimi. Ouvi tanto feedback tão pouco positivo que ia preparada para o pior e a verdade é que fiquei suuuuper bem impressionada. Achei a praia espetacular! O mar não é quente ao nível das Caraíbas, é verdade, mas é suficientemente quente e não achei nada que enrolasse demasiado, pelo menos na zona em que estávamos. Esteve sempre super calor e apanhei os maiores e mais estranhos escaldões desta vida, não obstante toda a proteção 50+ envolvida. As pessoas são muito simpáticas e amigáveis, mas compreendem as barreiras e são, maioritariamente, respeitadoras. Foi a primeira vez que eu e a A. viajámos sozinhas, sem rapazes por perto, e admito que houve ali algumas situações em que nos sentimos mais assediadas, mas nada de transcendente.

Para descobrirmos a ilha e como a A. adooooora tudo o que seja explorar coisas novas, decidimos fazer duas excursões de meio-dia, uma para visitar a ilha - Palmeira, Murdeira, Espargos, Terra Boa, praia da Ponta Preta, Burracona, quase morrer às mãos, aliás dentes, de micro-tubarões,  e, claro, as salinas - e outra para explorar a zona mais desértica da ilha de Moto 4 (lucky me que a A. é a melhor condutora desta vida, em qualquer número de rodas).

A ilha tem, de facto, imensa coisa para ver e tudo, para além de bonito, interessante! Adorei a Buracona e toda aquela envolvente, a paisagem é incrível... As salinas são mesmo como nos dizem que são, mal a gente entra fica logo a flutuar, qual bonequinho da Michelin... E a experiência de ver uma miragem no deserto é só mesmo indiscritível. Gente, eu juro por tudo que o oásis estava lá, em todo o seu esplendor! Só que não só o meu telemóvel não o conseguiu captar, como passamos por lá e guess what? Era só poeira, como tudo o resto.

Por outro lado, o passeio de Moto 4, apesar de não nos ter permitido ver uma dimensão cultural tão grande, permitiu captar a beleza natural de alguns recantos da ilha e mergulhar em praias absolutamente paradisíacas! Recomendo muito que façam as duas experiências!

Achámos ainda que seria boa ideia fazermos SUP e, claro, deixamos isto para o último dia que, por mero acaso, foi o dia em que esteve pior tempo, com imenso vento. A modos que aqui a pessoa ficou com mazelas para a vida naqueles 20min de SUP, que deveriam ter sido uma hora, mas que não era possível. Ainda que já tenha experimentado SUP no mar, nunca o tinha feito num mar tão revolto e como tenho a capacidade física de uma preguiça, foi uma experiência de terror, a modos que não recomendo mesmo nada que o façam em Cabo Verde, ainda que possam ver cabo-verdianos a fazer o pino numa prancha de SUP e vos possa parecer muito engraçado, trust me, vocês não vão fazer essa figura!

 

Ficam aqui algumas fotos, para vos fazer inveja (já sabem que aqui as coisas se chamam pelos nomes):

 

 

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