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Loose Lips

Devaneios sobre tudo e sobre nada.

Loose Lips

Devaneios sobre tudo e sobre nada.

28.Mai.18

Como é que nos despedimos de alguém que já não está?

Não gosto da finitude das coisas. Não gosto de não poder fazer nada para além de esperar, esperar pelo fim.

Não gosto de despedidas. Não gosto e, sobretudo, não sei como o fazer. Não me sei despedir, é tão simples assim.

A vida tem sido boa para mim, não tenho passado por grandes testes. Este fim-de-semana, porém, mudou tudo. Tive não uma, mas duas despedidas e as duas de alguém que já não estava. Preparei-me para uma há muito tempo, mas a outra foi um embate que não tinha previsto, que nem pensei ser possível. Não assim, quer dizer. E agora duvido, duvido de tudo. Afinal, como é que nos despedimentos de alguém que já não está? Que já não é? Que não nos ouve ou sente? Ou será que sente? Como é que nos despedimos?

Foi um fim-de-semana difícil, com os sentimentos todos à flor da pele, com testes sucessivos. Continuo com a certeza de que não gosto de despedidas. Não sei como me despedir. E não gosto de pensar sobre a finitude disto, do amor e da vida. Não sei bem como seguir em frente, a partir daqui. Não sei como ser depois das despedidas. E eu sei, eu sei que o tempo sara tudo, mas nem tudo volta e as despedidas são desoladoras, sobretudo quando nos despedimos de quem já não está.

E agora? Agora o tempo dirá.