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Loose Lips

Devaneios sobre tudo e sobre nada.

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26.Mar.18

Adotar o nome do marido: sim ou não?

Ora então, a polémica da semana passada no Twitter teve origem neste tweet de agosto de 2017:

 

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Nunca consegui perceber muito bem estes fenómenos de uma coisa que aconteceu há mais de meio ano atrás, de repente se torna viral... Mas anyway este tweet tornou-se e os motivos para não adotar o nome do marido com o casamento foram muitos. Ora espreitem este artigo e vejam alguns dos motivos apresentados.

E quem é que ganhou esta discussão, quem foi? A Chrissy Teigen, essa miúda gira, que responde "my husband didn't even take his last name". Ah! Ah! Ah! Claro que ele não se chama mesmo John Legend, né gente? Isto é tão relatable que me faz rir.

Ora, claro está que eu li os vários comentários a este tweet e me pus a pensar sobre este assunto. Sei que em Portugal não é assim tão comum as mulheres adotarem o apelido do marido no casamento (quer dizer, acho eu). Nos EUA, da realidade que nos é apresentada por Hollywood, é certo e sabido que se antes era o Mr. Jones e a Ms. Miller ou passam a Mr. e Mrs. Jones ou a Mr. e Mrs. Miller-Jones. Não conheço ninguém em Portugal que se tenha casado e o nome de família passasse a ser Silva-Pereira, mas às tantas vai-se a ver e até é possível... Bem, estava eu a dizer que em Portugal não é muito comum esta coisa de adotar o nome do marido, ainda assim eu acho o conceito curioso.

O que é que leva alguém a mudar o seu nome por causa de outra pessoa? É pá, eu até percebo, se eu tivesse um apelido assim mega feio se calhar aproveitava a primeira oportunidade para o mudar. Como um Comissário da PSP que se chamava António Bagina... Quer dizer, não estou a ver a esposa do senhor a adotar este nome, não é? E às tantas a filha, pobre coitada, assim que pôde livrou-se do nome, nem que fosse por um mísero Silva. Mas lá está, se o senhor Comissário só tiver tido filhos estão lixados que isto se é homem não há volta a dar, que não vai agora o homem adotar o nome da esposa, não é? Não sei gente, estou a falar de cor. Mas, novamente, não me parece uma coisa que se faça. Em regra, é o nome do marido que passa, não é?

Também sei que em Portugal, comparativamente a todos os europeus, nós temos demasiados nomes. Na verdade eu tenho quatro, dois próprios e dois apelidos, o que até nem está mal, mas conheço um rapaz que tem oito nomes, oito! Oi? Como assim?! Isto é uma coisa que faz muita confusão ao pessoal da Europa do Norte, por exemplo, que só tem dois nomes. E eu percebo isso. Mas a verdade é que se fosse assim e eu fosse a eliminar os nomes do meio ficava só com o nome mais comum deste Portugal, eu e outras 50 mil mulheres... A modos que, se podemos dar vários nomes aos putos porque não cada um manter o seu, ah?

E depois como é que é? Se eu me caso depois de já ter uma vida profissional estabelecida, as pessoas passam a tratar-me pelo meu nome de solteira ou de casada? Isto gera-me muitas questões.

Eu não sou casada, é verdade. Mas mesmo que me case não vou adotar o nome do J. até porque, à semelhança do John Legend, nem ele adotou o próprio apelido. E porquê?! Porque é feio. Tem charme, é certo. Mas é feio, pronto. E portanto ele usa o apelido da mãe que, apesar de mais comum, é muito mais giro. E depois porque nenhuma mulher da minha família adotou o nome do marido, nem uma! Aliás, por força das circunstâncias, muitas vezes é atribuído o apelido da minha mãe ao meu pai... Ela que também não adotou o seu próprio apelido e usa o da mãe, mas passou-nos o do pai. A modos que nos conhecem por um nome que na verdade só ela é que tem. Talk about being a strong, independent woman! E ainda porque eu gosto do meu nome. Se é comum? Muito! Mas é o meu e eu gosto dele. É, de certo modo, a minha identidade. A minha pesquisa académica e o meu trabalho são desenvolvidos com o meu nome, o nome por que toda a gente me conhece. Parece-me meio parvo mudar o nome só porque me caso. E porque, quer queiramos, quer não, acho que isso faz denotar alguma dependência do marido, dado que damos o nosso nome a coisas que são nossas - como os filhos. E, por último, porque em caso de divórcio, ter adotado o nome do marido só complica o processo, agora põe nome, agora tira... Não entendo!

Mas deixo aberta a discussão, só que contrariamente à Maami, quero ouvir motivos para adotar o nome do marido. Vai-se a ver e ainda me convencem!

 

 

 

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