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Loose Lips

Devaneios sobre tudo e sobre nada.

Loose Lips

Devaneios sobre tudo e sobre nada.

18.Jan.19

A primeira entrevista de emprego ao fim de 3 anos

Aqui a pessoa, aos olhos de muitos, tem a sorte grande no que toca a trabalho. Ainda estava na faculdade quando consegui um estágio profissional na minha área e depois de ter terminado o estágio entrei diretamente para os quadros. Tenho um emprego estável, a fazer uma coisa de que gosto muito, bem remunerado, com boas (ótimas) condições e uma chefia e equipa incríveis, é verdade. Mas falta-me qualquer coisa, falta-me o desafio. De forma que tenho estado em procura ativa por um novo desafio profissional. E tive, este ano, a minha primeira entrevista de emprego ao fim de 3 anos e qualquer coisa.

E ao que parece os processos nada mudaram. Tive que ser submetida a uma série de testes psicotécnicos, daqueles em que a pessoa acha que tem problemas sérios. E porquê? Porque tem que descobrir, numa folhinha cheia de desenhos estranhíssimos, aquela figura que vale 50 pontos, porque é quase igual às outras, mas muda assim ligeiramente a inclinação de um pequeno traço, num minuto (enquanto vai ficando completamente vesga)... E depois disto segue-se o quê? Aqueles maravilhosos testes com mais de 200 perguntas sobre o nosso grau de concordância com as frases mais aleatórias de sempre, é óbvio! Perguntas que abordam o nosso método de organização no trabalho, mas também abordam a nossa reação a aranhas ou baratas ou ainda a nossa capacidade de meditação. Eu não sei bem o que é que estas coisas dizem de mim, mas depois destas belezas acho que é impossível aguém sentir que tem um QI decente e alguma sanidade mental, a modos que admiro sempre muito estas equipas de recrutamento por estarem sempre a considerar novas formas de fazer alguém sentir-se super self-conscious e a duvidar de tudo. E por fim, depois desta panóplia de questões, testes e tarefas aleatórios, seguiu-se a bela da entrevista, 'tá claro.

Desde logo, a entrevistadora era suuuuuuuuper sisuda e tinha demasiados pêlos faciais que desviavam a minha atenção. E, como eu já esperava, houve muitas questões sobre o facto de eu querer sair da minha atual situação laboral que, nas palavras da própria, é demasiado confortável. Uma coisa mais ou menos deste género:

Então e porque é que quer sair? Acha que vai encontrar alguma coisa melhor? E como é que conseguiu o seu emprego atual? (denotem aqui o hint da cunha)

E como é que vai lidar com um ambiente de fábrica, com muito barulho, pessoas difíceis e situações de despedimento? É que não é nada como o ambiente em que trabalha agora...

Mas e se conseguir entrar, vai despedir-se?

Eu lá tentei explicar que estou à procura de um novo desafio e mimimi, que é precisamente de uma mudança que estou à procura, mas vi sempre as minhas respostas serem anotadas com desdém. De forma que estava convencidíssima que nunca me iriam chamar para uma segunda fase. E foi assim que comecei a escrever este texto. No entretanto aconteceu o quê, perguntam vocês? Recebi um e-mail com a convocatória para a segunda fase. Say whaaaaat? Eu nem sei o que pensar. Será que afinal não correu assim tão mal? Será que afinal as minha respostas foram boas e ela estava só a fazer-se de difícil? Será que eram os outros candidatos que eram uns nabos? Será que me chamaram só para fazer número? Eu não sei mesmo gente, mas vou-vos mantendo a par desta minha odisseia. 

No entretanto, se tiverem assim dicas e coisas que tais partilhem que são (ainda mais) lindos!