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Loose Lips

Devaneios sobre tudo e sobre nada.

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04.Out.17

Dos sítios que valem a pena #1 – Budapeste

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Depois de uma tentativa falhada de visitar a cidade no ano passado, e que até acabou por correr bem, este ano rumamos, finalmente, a Budapeste.

Sem pré-aviso Budapeste conquistou um lugar muito especial no meu top das cidades europeias, lado a lado com Londres, Barcelona e Zurique. Não fazia parte dos meus objetivos visitar Budapeste, nem tão pouco tinha quaisquer expectativas relativamente à cidade e, aparentemente, esta combinação de fatores resultou num arrebatamento completo de tudo o que a esta experiência diz respeito.

Ficamos hospedados no Kőleves Fogadó (mais aqui), uma espécie de guesthouse muito acolhedora, com um atendimento espetacular, na zona mais jovem da cidade, bem pertinho daquele que é, provavelmente, um dos pubs mais cool do mundo, o Szimpla

Mas voltemos ao início: a nossa chegada ao alojamento foi um tanto ou quanto caricata. Ainda a bordo do táxi (que não fazia a mínima ideia onde poderia ser o alojamento) vimos a placa com o nome Kőleves Fogadó. A estreita entrada dava lugar a um pequeno hall de entrada que conduzia a umas escadas e, do lado esquerdo, um restaurante com um estilo muito pitoresco – desde o balcão decorado com pratos, uma secção de utensílios de cozinha do tempo da minha avó, candeeiros feitos com copos de vidro – e post rock como música de fundo. Achamos nós que o caminho certo seria prosseguir pelo hall e subir as escadas. Toca a subir tudo, com as malas, mochilas e casacos para chegarmos… a uma varanda.

Com um aspeto confuso, decidi descer e questionar no restaurante. Pediram-nos para escolhermos uma mesa e uma bebida de boas-vindas que seríamos encaminhados para o respetivo quarto. Ainda sem percebermos muito bem onde estávamos e onde poderiam ser os quartos, apreciamos todo aquele ambiente… Fomos depois conduzidos ao longo de um pequeno corredor na parte de trás da cozinha que deixava antever um terraço espetacular para os dias de verão, mas que, naquela altura, estava apagado debaixo da chuva, subimos umas escadas manhosas e chegamos, por fim, à zona dos quartos. O nosso quarto era g-i-g-a-n-t-e! Éramos quatro e tínhamos à nossa disposição um quarto/estúdio/loft com uma cama de casal, duas camas de solteiro, um beliche com cama de casal em cima e de solteiro em baixo e ainda um sofá cama (que estava fechado). Tínhamos ainda um guarda-vestidos enorme, frigorífico, uma mesa de jantar no meio da assoalhada e, claro, a casa de banho. Na minha procura por casas para comprar ou arrendar pelo Porto, tenho a certeza que já vi muitas com menos espaço! Resumindo, estivemos super bem alojados.

Depois de jantarmos num mercadinho de rua, daqueles que têm todas as comidas típicas de aspeto duvidoso, a abarrotar de gente a falar alto e às gargalhadas e com música da boa como panorama de fundo, tivemos as nossas primeiras impressões da cidade – uma cidade de contrastes entre as duas partes da cidade (Buda e Peste de lados opostos do rio), uma cidade vibrante, com construções incríveis, repleta de história e onde as marcas da dor são visíveis, senão até palpáveis. Uma cidade que se destaca pelas suas gentes, com um inglês arcaico, mas super simpáticas e prestáveis.

Nos cerca de 56km que andamos durante a nossa estadia em Budapeste, visitamos todas as paragens obrigatórias, exploramos os mercados e comemos comida típica. Ahhhh, a comida húngara… O goulash é tudo de bom reunido num prato, Kürtös Kalács é o melhor doce para comer on-the-go, está em todo o lado e é impossível de resistir; já do Lángos não fiquei fã, mas acho que também pode depender das combinações que se faz (há tudo, para todos os gostos).

 

Deixo-vos abaixo algumas fotos das coisas imperdíveis a visitar em Budapeste, com a certeza de um dia voltar:

 

Praça dos Heróis

Praça dos Heróis

 

 

 

Citadela, onde se tem uma paisagem incrível da cidade

 Citadela, onde se tem uma paisagem incrível sobre a cidade

 

 

 

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 Estátua da Liberdade

 

 

 

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Parlamento de Budapeste

 

 

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 Szimpla Kert

 

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  Vista da Chain Bridge

 

 

Vale muito a pena passar no New York Café, um dos cafés mais bonitos do mundo (certamente o mais bonito onde já estive!), para o lanche.

No meu caso e como fui em abril pedi um chocolate quente e, talvez tenha sido o melhor chocolate quente, de que foi o mais caro não há dúvida!

Queríamos muito ter visitado as Termas de Széchenyi, mas o tempo era pouco para tudo o que queríamos ver e fazer, por isso terá de ficar para uma próxima visita.

 

Vale muiiiiiiiiito a pena darem um saltinho à cidade!

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